O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil (PCMG) deflagraram na manhã desta terça-feira (21) a Operação Arremate com objetivo de investigar um possível esquema de corrupção e fraude em licitações na Câmara Municipal de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o MPMG, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra dois suspeitos por corrupção passiva, contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação, peculato eletrônico e fraude processual.
As ações desta terça são oriundas da Operação Caixa Dourada, deflagrada pelo MPMG e pela PCMG em setembro do ano passado. A investigação à época apurava a suspeita de que integrantes do Legislativo em Santa Luzia tenham pagado até 500% mais caro que o valor de mercado em produtos e serviços.
Os mandados cumpridos hoje foram autorizados pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Santa Luzia no âmbito da Operação Caixa Dourada. A decisão judicial aponta a possibilidade de destruição de provas, orientação a testemunhas e possível interferência na investigação para fundamentar o pedido das prisões preventivas.
A Itatiaia procurou a Câmara Municipal de Santa Luzia e aguarda um posicionamento oficial da Casa. Até a última atualização desta matéria, não houve resposta.
Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia diz que tomou conhecimento da operação e acompanha o caso com atenção.
“A Prefeitura ressalta que a operação divulgada não tem relação com o Poder Executivo Municipal e sim com a Câmara Municipal em gestões anteriores e reafirma que não compactua com qualquer prática que contrarie os princípios da legalidade, da ética e da transparência na administração pública”, diz o Executivo.
com informações da Itatiaia









