A exposição “Màrìwò, Linhas de Força”, do artista visual Caio Ronin, encerrou sua temporada de visitação no fim de junho, após ter o período de exibição prorrogado. Inicialmente prevista para terminar em 31 de maio, a mostra foi realizada no próprio ateliê do artista, no bairro Conjunto Palmital, em Santa Luzia.
Com curadoria de Lucas Vasconcellos, a exposição reuniu pinturas inspiradas no cotidiano da cidade, retratando trabalhadores, moradores e paisagens urbanas sob a perspectiva simbólica de Ogum. As obras propuseram reflexões sobre identidade, resistência, memória e pertencimento, apresentando a figura de Ogum como uma força presente no trabalho, no movimento e na vida das comunidades.
Nas telas, ferramentas, trilhos e estruturas surgem como extensões dessa energia, em composições marcadas por tons azulados e atmosferas suaves, que unem ancestralidade e cotidiano.
Além das obras, a iniciativa aproximou a população do processo criativo ao transformar o ateliê em um espaço de encontro, diálogo e troca de experiências. A realização da mostra no Conjunto Palmital também reforçou a proposta de descentralização cultural, levando uma exposição com padrão de galerias e museus para dentro da comunidade.
“Essa é a minha primeira exposição individual aqui no ateliê. Uma realização de proporcionar dentro da comunidade, dentro da cidade, uma exposição com a mesma sofisticação que a gente visita nestes equipamentos de cultura, galerias, museus e instituições”, destacou o artista Caio Ronin durante a abertura da mostra.
Com entrada gratuita, a exposição recebeu visitantes ao longo de sua temporada e consolidou o ateliê como um novo espaço de difusão artística e valorização da cultura em Santa Luzia.










